A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do Nurtec ODT, novo medicamento indicado para o tratamento e a prevenção de crises de enxaqueca no Brasil. O remédio, fabricado pela Pfizer, tem como princípio ativo o hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, substância já utilizada em países como os Estados Unidos e considerada uma das inovações mais recentes no combate à doença.
A medicação pertence à classe dos antagonistas do CGRP, proteína relacionada à transmissão da dor e aos processos inflamatórios que acontecem durante as crises de enxaqueca. Na prática, o medicamento age bloqueando essa substância no cérebro, ajudando a interromper ou reduzir os episódios.

Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Nurtec ODT foi aprovado na versão de comprimidos orodispersíveis de 75 mg, tecnologia que permite que o remédio se dissolva na boca sem necessidade de água, oferecendo mais praticidade aos pacientes, especialmente durante as crises, quando sintomas como náusea e mal-estar podem dificultar a ingestão de medicamentos tradicionais.
As apresentações liberadas no Brasil serão em cartelas com 2, 8 e 16 comprimidos. O registro do medicamento é válido até maio de 2036.
O rimegepanto já vinha sendo utilizado internacionalmente, mas ainda não possuía autorização para comercialização no país. A aprovação amplia as opções terapêuticas para milhões de brasileiros que convivem com a enxaqueca, condição neurológica que pode causar dor intensa, sensibilidade à luz, náuseas e incapacidade temporária.
Especialistas destacam que os avanços no tratamento da enxaqueca têm permitido abordagens mais específicas e eficazes, principalmente para pacientes que não respondem bem aos medicamentos convencionais ou sofrem com crises frequentes.
Por: Rafaella Vieira