O Brasil alcançou um marco histórico na área da saúde. Em 2025, o país registrou o maior número de doadores efetivos de órgãos desde o início da série histórica, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Foram 4.335 doadores efetivos, índice equivalente a 20,3 doadores por milhão de habitantes, consolidando um avanço importante no sistema nacional de transplantes.
O aumento também refletiu no número de cirurgias realizadas. O rim permaneceu como o órgão mais transplantado no país, com 6.697 procedimentos em 2025, representando crescimento em relação ao ano anterior. Em seguida aparece o fígado, com 2.573 transplantes, também em alta.
Especialistas apontam que o resultado representa um avanço importante para pacientes que aguardam na fila por uma nova chance de vida. Ainda assim, desafios persistem. A recusa familiar continua sendo um dos principais obstáculos para ampliar as doações, além das desigualdades regionais no acesso aos serviços de transplante.
Outro dado positivo foi o aumento das notificações de potenciais doadores, que também atingiram recorde no país, indicando maior mobilização das equipes hospitalares e avanços nos protocolos de identificação de possíveis doadores.
Apesar dos avanços, a fila de espera ainda é extensa. Milhares de brasileiros seguem aguardando por um transplante, o que reforça a importância de conscientizar famílias sobre o tema. No Brasil, a doação de órgãos só acontece com autorização familiar após a confirmação da morte encefálica, por isso especialistas reforçam a necessidade de conversar sobre o desejo de ser doador ainda em vida.
Por Rafaella Vieira